13 de jan. de 2012

Vazios embrulhados.

Não quero falar sobre o medo. Sinto dores no estômago. Mas há um vazio maior. Interior, vasto, impertinente. Uma saudade real das coisas que ficaram distantes temporal e espacialmente. Uma saudade imaginária dos filmes que sonhei rodar, dos desenhos que rabisquei mentalmente, tão coloridos, fantásticos, surreais, produzidos nas manhãs de sono esticado, quando a preguiça nos atraca feito âncora no porto seguro de nossa cama. Não tenho super poderes. Desejaria tê-los, no vagar do tempo, enquanto observo pela janela do carro, o mato beirando a estrada. Assim, aproximaria todos os meus amigos. Os antigos, os esquecidos, os jovens, os intrépidos e os joviais, vigorosos; os inteligentes e os espertos. Os raivosos e os "zen". Os militantes e os desapegados.

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