Jorge e Teca
Ao cair da noite
Teca aguarda
o regresso
de seu homem
fez um bule de café
o coração flutua
no último trecho
de estrada
morros e matas
soslaio de riacho
olhos vesgos d'água
coisa de matuto
sintoma de pílula
no breu
caraminholas
de caminhoneiro
solidão
atalhos da memória
tontura do ir e vir...
atolado em Santarém
não quer lembrar
pistoleiros e precipício
não passou de um susto
saudades remotas
das andanças baianas
esquecidas
quilômetros atrás
tantos amores
um amor
só
a esperar
na região serrana
adormeceu ao volante
remédio bom não há
(só o abraço de Teca)
alucinado seguiu adiante
a (re)volta é redonda
abranda a dor
sustenta a vontade
chegada:
na porta da casa
promessa cumprida
o retorno seguro
às Geraes.
palavras, narrativas, emoções, sensações, visões, contações sobre os caminhos no mundo e os encontros das vidas
21 de fev. de 2012
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