27 de fev. de 2012

Fraternal.

Quem disse que irmãos acabam
quando a estrada bifurca,
entristeceu-se com a verdade.
Não enxugou suas lágrimas,
porque o caminho é urgente.
Há irmãos que nunca se afastam;
Sentimentos guardados em cofre,
crescem, fortificam-se, espalham-se.
Eternos, refúgio e acolhimento.
Outros começam em ventres alheios;
na vastidão de lugares imaginários
onde vivem os que nunca se esquecem.
São vilarejos dentro da gente.
Templos intocáveis da tolerância,
Casas da paciência e da compreensão
onde familiar é o silêncio dos olhos.
Contempla-se o outro sem razão aparente,
apenas porque as dores passam ligeiras.
Porém, quando irmãos acabam
por egoísmo, indiferença, disputa,
laços de sangue são desfeitos, uma tristeza.
Circunstâncias a encarar, se a estrada bifurca.

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