1 de abr. de 2012

Pensamento outro.

Talvez eu me perca nas repetições da máquina. Porque a inteligência, essa coisa tão humana, é falível. E é tão perfeita! Tão bela! A fragilidade revelada. A inteireza do que somos. Sem correções. Quando acontece, eu também aconteço. É a emoção, repentina, capaz de desprogramar-me. E me retira do sistema ao qual não pertenço por vontade própria. E as lágrimas vertidas são intensas e cristalinas. Não são a apresentação inequívoca de gestos ensaiados, calculados, exigidos por uma força maior, controladora. São a manifestação das minhas falhas, das minhas tentativas de felicidade. Um caminho repleto de intempéries. Com suas paisagens gentis e desafiadoras. Admito a inexatidão da minha inteligência. Reconheço a sabedoria. Mestres de pés descalços. Esmurrando placidamente, facas pontiagudas. O conhecimento na passagem do tempo. A singela opção pela possibilidade.

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