17 de jun. de 2012

Saber - (se)


A vida. Uma viagem. Absoluta ou absurda? O nome. Escolhido por alguém que conheceremos, ou não. Acostumar-se. Dia após dia. Sorte. Azar. Pessoas. Bilhões de caminhos. Algumas rodovias floridas. Muitas estradas lúgubres. Destino. Quando a escolha começa? Tradições e expressões inventadas. Vontades alheias. Religiões. Deus. Deuses. Dúvidas. Força ou confiança? Medo. Escurecer é sempre mistério. O sol asteca (re)nasceu. “Uma nova chance para dominar-te, natureza”. Motivação, ética do sacrifício...  - Mundo - É certo e sabido que não é dado a todos conhecê-lo integralmente. Há, em cada canto, encantos, recantos. Cada homem e cada mulher; velho ou criança. Universos em paralelo. Emparedados. Rompendo muros. Construindo pontes. Riquezas circunscritas, incontornáveis. Porque todos se conhecem. Ninguém conhece ninguém. A cada um, sua existência. Sua história. Glórias. Decepções. Tolices. Persiste o estranho hábito de ler jornais em bancos de praça em ruínas. Outrora, ouvia-se rádio; suas transmissões belicosas, suas canções nostálgicas. Agora, opiniões espalham-se eletronicamente; rápido, desapareceram os sintomas de arrependimento. A ventania renovadora com suas máquinas envenenadas, novos modos de agir diferentes ou comuns, iludem o tempo, trapaceiam o espaço. É incomum o modo como tudo muda? Não. Porém, certas coisas nunca se modificam. O nó na garganta, o aperto no peito.  A saudade. Poderosa dor silenciosa.

Um comentário:

Desmotivação, ausência de entusiasmo, tudo é tão cinza; o silêncio oblíquo ocupa nossa casa; certa preguiça, imobilidade. Mas a janela está ...