18 de jul. de 2012

Eduardo Di Pieri.


Não podemos segurar o tempo. Ele corre. Rapidamente, ininterrupto, gasta as solas dos nossos sapatos. Tremula nossas crenças, cujas raízes firmes ganham estranhos movimentos, mudando seus caminhos. Seremos sempre diferentes a cada década que nos atravessa, repleta de inéditos propósitos e desafios impacientemente desejados? Sim. Acumulamos experiências, lembranças, saudades. Maravilhados com a novidade das crianças que renovam nosso olhar. Tempo que nos afasta. Afastamento que não aceita as distâncias impostas ao pensamento. Porque conhecemos o começo de tudo. Um saber fraterno e legítimo que talhou nosso caráter pessoal, nossas responsabilidades, nossos compromissos. Irmãos de verdade, nunca esqueceremos.

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