Eu tinha uma bicicleta. Ele
chegou com a magrelinha, nem sei como conseguiu trazê-la. Nas costas? Usada.
Negócio bom com algum amigo do açougue.
Engraçado. Todas as coisas que tive eram diferentes. Nada daquilo que
imaginava. Nem de longe. Era dobrável. Um detalhe fora de moda. Era o tempo de
bicicross. A molecada assistiu E.T. no cinema - eu não. Um amigo meu, da rua e
da escola, ganhou uma bike novinha, de marca, Calói. As rodas eram iradas.
Cara, coisa de playboy. Mas eu fiquei contente com a minha. Era branquinha,
velha. Meu pai me presenteou com a maior
boa vontade. Era aquilo ou nada. Faz tempo que aconteceu.
palavras, narrativas, emoções, sensações, visões, contações sobre os caminhos no mundo e os encontros das vidas
28 de abr. de 2013
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comecei aos poucos empertigado nesse estado de intensa letargia perdido em meus confusos movimentos paralisado em meus sentimentos
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Anoitecia. Entre pirilampos, a mão do menino caçando estrelas. Aranha tecendo teia. Mundo cheirando chuva. Avó espiando da varanda. Barul...
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