8 de jan. de 2012

Minas.

Velho, teu mergulho não te acordou.
Que fazes de cócoras à beira do rio?
O que levarás das coisas que tu pensas,
que te ferem no todo das idéias?
Teu coração inquieto; estremecidas,
as tuas mãos; tua vontade desencorajada.
O espelho d’água, vês? Reflete tua dúvida.
Sob a ponte, passarão os teus tormentos.
Um pássaro. Espreitando o oportuno...
A riqueza de peixes, o momento,
exuberante, a hora exata.
Aproveitas a sombra da árvore.
As dores e os rancores dissipados.
O tempo do perdão.

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