11 de mai. de 2012

Uma história de Taboão da Serra

Foi numa distante manhã de sábado. Estava determinado. Ainda não tinha a autorização para dirigir o carro da empresa. Pedi ao Cícero, "o véio Cição", para me levar ao lugar, se fosse com o saudoso e inesquecível Luiz Martins, o intrépido "Galocha", teríamos parado em algum canto para molhar os beiços e esquentar a garganta. Então chegamos à casa simples, rua de terra, periferia de um Taboão já periférico. Bati palmas. Ele apareceu. Sorridente, curioso. Fiquei emocionado. Derramando lágrimas, dei logo um abraço no homem que nem me conhecia. Me convidou para entrar em sua "goma". Cara, tinha um cinema dentro da casa, singelo, lindo. A transformação da sucata em sonho. Foi me contando sua história, mostrou, sobre uma mesinha, o retrato da Carla Camuratti, da ocasião em que lhe fez uma visita. Exibiu os equipamentos que ele mesmo inventa para fazer tantas coisas como emendar filmes que ele encontra jogados no lixo. Juro, se o Spielberg aparecesse em casa não traria consigo emoção maior. Já faz algum tempo, eu conheci o Cine Tupi do guerreiro Zagatti.

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