3 de dez. de 2012

Na paz

Cansado dos dias queria flanar. Esquecer o tempo. Não guardar tristezas. Nenhum destino desejado. Apenas andar desajeitado sem compromisso nem compostura. A gravata afrouxada, mangas de camisa dobradas, sapatos penduricalhos nos ombros, cada pisada um agarramento à terra. Reconhecer em sua gente cada rosto de sua história. Deixá-los ficar. Seguir sem remorsos. Desobrigado de atenção, sem pedir permissão, um adeus desjeitoso. Sozinho para permanecer consigo mesmo em sua estranha viagem.

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